Me desculpem, mas vou precisar ficar sem escrever o blog por algum tempo. Sei que ler os textos é hábito, e que vocês voltem a verificar o [CACOS] logo mais. [Pretendo que o tempo seja no máximo daqui um mês... quando um monte de coisa bagunçada esteja reorganizada]. Com isso vou poder voltar a escrever com qualidade.
Obrigado pela atenção até aqui. E pelos comentários que muitos de vocês fizeram.
Merkurio Cavalaro
"O oposto da depressão não é felicidade e sim
vitalidade", Andrew Solomon
No fim de semana foi aniversário do meu pai. Muitos amigos vieram
visitá-lo. Desde que acabou a festa me sinto um médico. Informação completa
sobre remédios, doenças, e até causos [com mais doenças]. Até marquei consultas
pra esta semana.
A gente pode dividir a galera em três grupos, aqueles
que tem doenças intermitentes, aqueles que são reclamões, e os saudáveis. Os
saudáveis também me deram bastante informação [acredito que precisaram
desenvolver a habilidade de falar de doenças para se manterem enturmados], porém
ao invés de simplesmente relatarem os causos, eles até encenam.
Jogam
futebol e caem no chão para encenar o ataque cardíaco. Mostram como funciona
quando alguém perde a respiração. Imitam até aquele que não pode andar e fica
manquitolando pelos cantos e aquela conversa de véios surdos em que um não
entende o que o outro fala.
Apesar das conversas de canto, acho que eles
se divertiram bastante. Com exceção feita àqueles primos desagradáveis que
trouxeram crianças que ficavam gritando e correndo. Nisso eram unânimes. Queriam
os gritos longe dali.
E tem gente que passa o fim de semana dormindo.
"Se o homem não consegue se relacionar corretamente nem com os vivos, porque se preocupa com o culto aos espíritos?", Kung Fu Tzu
Tenho um amigo-espírito desde criança. Ele se chama Raul. Quando eu era criança minha mãe chamava de amigo invisível.
Esta é a primeira vez que o menciono em muito tempo, pois aprendi a escondê-lo depois que me levaram a um psiquiatra. O próprio psiquiatra me disse que as pessoas não estavam preparadas para o meu amigo ainda.
Eu acho que sabia me relacionar com ele. Não ficava pedindo pra colocarem um prato na mesa pra ele, ou coisas assim, porque ele não come mesmo.
De vez em quando ele me livra de alguns apuros. Nunca fui assaltado ou bati meu carro [e moro em São Paulo]. Mas tem outros momentos em que pergunto pra ele como agir e o desgraçado desaparece.
Ele valoriza bastante o livre-arbítrio.
"Quando um povo tem bons costumes, as leis se tornam
simples", Montesquieu
Continuação da microentrevista com JAMANTA BUM [ver [CACOS] de 20 de
abril de 2006]
[CACOS] Como é a legislação em Órion?
[J.B.] Na
verdade não existe legislação. Todos podem fazer aquilo que tiverem vontade. E
os orianos também não se incomodam muito com o modo pelo qual outro oriano leva
a vida.
[CACOS] Se é assim, o que vocês fazem com relação a
violência, ou a corrupção, ou mesmo numa situação em que um casal se separa?
[J.B.] Bom, nós moramos em Órion por causa do desenvolvimento a que
chegamos. Por exemplo os dez mandamentos que vocês tem aqui nós já temos
incorporado. Pra mim é totalmente sem sentido matar outro ser, mesmo que seja um
rato ou uma barata.
[CACOS] Existe alguma situação de conflito? Afinal
imagino que vocês continuem tendo algum tipo de embate pra aprender.
[J.B.] Humm... Deixa eu pensar... [Jamanta fica com o olhar perdido,
olhando através de mim]. As pessoas ainda tem que decidir como utilizam o seu
tempo, eu por exemplo resolvi vir pra cá tentar entender vocês.
"Toda mulher merece respeito, a mulher que você come ou
comeu, ainda mais”, o fescenino no Diário de um fescenino de Rubem Fonseca
Brincava de bonecas
quando era criança – talvez por influência da minha irmã. Dava aulas e corrigia
as provas dos bichos de pelúcia e das bonecas de pano. Dava nota e conversava
com os pais – com a mãe na verdade, que era a minha irmã. Às vezes dava aula
pros carrinhos também, mas não gostava deles [ainda não gosto].
Eu
gostava de olhar embaixo dos vestidos das bonecas, descobrir o que tinha por lá.
Não era lá muito respeitoso, mas eram só bonecas. Depois de olhar embaixo do
vestido recolocava a roupa e a boneca no lugar.
Continuo brincando de
bonecas. Ainda bem que elas cresceram e até nos confundem a respeito de quem
come quem.
"Por que publicar o que não presta?
Porque o que
presta também não presta.
Além do mais, o que obviamente não presta sempre
me interessou muito. Gosto do modo carinhoso do inacabado, daquilo que
desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão", Clarice
Lispector
Sonhei que um
mestre me ensinava a fazer projeção astral. Quando ele ia começar a explicação
eu disse que já sabia tudo sobre a ascensão.
Ele me deu um líquido pra
beber e no mesmo momento senti minha alma [ou essência ou consciência como
preferir] desprendendo-se do meu corpo.
Em teoria deveria procurar uma
escola espiritual e continuar o aprendizado, mas aproveitei a ciência da nova
condição para voar e atravessar paredes, mergulhar no chão.
Terminou aí.
Como um poema inacabado. Como, aliás, todos os sonhos são. Seja porque são assim
mesmo ou porque não lembramos das descontinuidades.
"Observação é do repórter, a deformação é do artista",
Marici Salomão
Adoro
reparar nas pessoas quando viajo de metro [ou quando estou em qualquer outro
lugar, é lógico]. Ontem, enquanto voltava da rodoviária, reparei num rapaz que
estava conversando com alguém invisível.
Pois, quando ele viu que eu
estava olhando, ele terminou a conversa. E ficava me olhando sem virar o olho
diretamente pra mim. Foi um pouco assustador [na escala PCC].
Eu mudei
de posição [de forma que ele não pudesse ver se eu estava olhando], e percebi
que o Gaspar dele era intermitente. Às vezes ele falava, de vez em quando
parava, às vezes concentrado, muitas vezes bravo. Mas era melhor quando ele
falava pois quando parava voltava o olhar de maníaco [e dava muito medo].
Eu acho que ele estava lidando com uma conferência de fantasmas [uma
coisa assim sexto sentido], tentando organizar a problemática e fazer um melhor
atendimento das almas-penadas.
Numa determinada estação ele desceu, e ao
sair cumprimentou uma japonesa de cara dura que sorriu pra ele.
Eu
decidi ir para a outra porta. Vai que ela também é de outro mundo e descobre que
eu comecei a enxergar [Já tenho muitos problemas nesse mundo mesmo pra
resolver].
E podia terminar aí, mas não é que o maluco ainda ficou
olhando de fora do trem [não sei se pra mim ou pro fantasma japonês].
"A biologia é o estudo de coisas complicadas que dão a
aparência de terem sido planejadas para um propósito", Richard Dawkins no início
do seu O Relojoeiro Cego
A biologia sempre tenta explicar as coisas a partir do ponto de
vista de que qualquer característica predomina ou vence porque leva vantagem em
relação às outras.
Algo como ver cera de depilação e mel e imaginar que
as abelhas tem maior possibilidade de prevalecer como espécie por causa da
utilidade que tem ao homem [ao contrário de um mico leão dourado ou de um
ornitorrinco].
Um dos meus primos aderiu a essa moda de depilação. Ele é
bem peludo [na escala Tony Ramos], e convivia bem com isso [ainda que seu
apelido fosse Pelo], mas desde um incidente com sua sobrinha as coisas mudaram.
Enquanto ela alisava seus pelos surgiu a seguinte dúvida:
- Tio Rô, você
sabia que o avô do avô do avô do avô doavô doavô doavô doavôdoavôdoavôdoavô do
seu avô era macaco?
"A vida não é medida pelo número de vezes que
respiramos, mas pelos momentos que nos tiram a respiração!", daqueles
desconhecidos pra mim...
Numa época financeira complicada falei
pra minha mulher:
- To tendo um infarto. Me leva pro hospital.
Minha mulher desesperada [e desconfiada] me levou ao hospital e o médico
plantonista queria saber o que estava acontecendo.
- To tendo um
infarto.
Ele não pareceu crer, mas estava acabando seu turno com a
chegada do novo plantonista, um cardiologista.
- Que sucede?
- Tem
uns bêbados aí e esse senhor que está tendo um infarto.
- O senhor está
tendo um infarto?
- Estou.
Um eletro [cardiograma] foi feito.
- É, o senhor está tendo um infarto.
A respiração faltou.
Comecei a ficar muito mal. Uma dor aguda. Desmaiei. [Cheguei até a sonhar com o
túnel e a luz branca].
Ás vezes a gente precisa de um momento sem
respirar para aproveitar cada momento em que respiramos.
"No início pensei que era só alegria, depois vi que era
só trabalho, agora sei que trabalho é alegria e alegria é trabalho”, provérbio
hindu
Não chegava a ser um subemprego [viu,
Índigo], mas animei festinhas por um tempo.
Pra fazer o trabalho aprendi
a me maquiar [de palhaço] e fazer maquiagens nos outros.
Uma diversão
aprender tudo.
No meu primeiro trabalho [dia das crianças em Indaiatuba]
tive que seguir até a cidade de madrugada e ficar embaixo do sol o dia inteiro.
As crianças gritavam, corriam, brigavam e ficavam quietas durante quinze
minutos enquanto eu desenhava em seus rostos os sonhos da hora.
"Eu não queria ficar em São Paulo. Eu também não gosto
de Porto Alegre, não gosto do Rio, não gosto de lugar nenhum. Não suporto
lugares geográficos. Mas um dia eu tinha que ficar", Caio Fernando Abreu
Numa aula de redação no
cursinho [aquela aula que a gente aprende a fazer dissertação
com tese-antítese-conclusão e garante o SEIS
no vestibular], o professor começou a viajar [e viagens de professor são o
melhor da aula, tanto que continua na cabeça até hoje]...
Ele falava de
um evento do qual participou em que teve que conhecer o interior de Minas. A
partir de Montes Claros ia de barco pelo São Francisco e depois de uma caminhada
[ou lombo de boi, se preferir] chegava a Arraial de Nossa Senhora da Conceição
de Formiga.
Num sítio nesse arraial conheceu uma senhorinha que sequer o
mar conhecia.
Com a arrogância das pessoas que acham que seu modo de
viver é o único possível, perguntou:
- A senhora não tem vontade de
conhecer outros lugares?
- Pra que? Em todo lugar que eu for sempre vou
encontrar a mim mesma.
"Tudo o que quiseres ou te sentires capaz de fazer,
começa! A ousadia tem gênio, poder e magia", Eric Bentley
Inspirado pelos desenhos,
desde criança meu objetivo nas viagens à praia era cavar um buraco tão fundo que
chegasse até a China.
Eu cavava o dia inteiro [entre sorvetes e novas
lambuzadas de protetor solar] até que o buraco me cobria inteiro e a maré subia
transformando meu túnel pra China numa piscina de águas quentes.
Daí eu
esquecia a China e aproveitava o restinho do dia na minha banheira aquecida, com
vista para o mar e por-do-sol.
Eu nem sabia falar chinês mesmo.
"Observação é do repórter, a deformação é do artista",
Marici Salomão
Se bem que
pra deformar foi necessária a curiosidade de observar.
E que algumas
observações são tão cheias de visão pessoal que deformam a reportagem.
P.S. Prometo retomar esta frase logo!
"Escrever é limpo e falar é sujo“, Gilles Deleuze
Tenho uma tia com mais de
80 anos. Adoro perder meu tempo com ela. Fora as piadas sujas [a sujeira está na
cabeça de quem ouve, diz ela], tem idéias muito vivas.
Outro dia
estávamos falando sobre controle de natalidade. Minha nona teve treze filhos e
esta tia teve quatro. Quis tirar a limpo minhas dúvidas.
- Como vocês
faziam. Os quatro foram planejados?
- Três foram.
- Como vocês faziam?
- Eu tinha uma tabelinha e seguia fielmente.
- No quarto falhou?
-
Não. Foi recomendação médica. Teu tio morreu achando que foi sem querer.
- O
que ele tinha?
- Depressão.
- E resolveu?
- Bastou a notícia pra ele
voltar pro trabalho.
E o sujo continua rindo-se do mal lavado.
"Muito honestamente, é um pouco risível essa estória de
comparar arte, de comparar performances", George Clooney
Na escolinha do meu filho
as crianças tem aulas de teatro. Acho muito bom essa interação com arte
[menosprezada na escola, desprezada na vida] porque desenvolve habilidades tais
como a observação e a curiosidade, o senso de espaço e a criatividade, um melhor
traquejo social [além de lembrar que a gente não precisa se levar tão a sério].
Num dos exercícios a professora Mariza pediu que cada aluno pensasse num
animal e fizesse seu som para a classe, e os outros adivinhavam.
Tudo ia
bem. Mas ninguém adivinhava o animal de uma das crianças.
- Tomás! Faz o
som do seu bicho.
- Mmm, mmm, mmmmmm.
- Tá bem, agora faz o bichinho
alegre.
- Mmmm, mmmm, mm, mmmm. [e o bichinho estava alegre mesmo]
-
Certo... Agora faz o bichinho triste.
- Mmmm, mm, mmmmmmmmmmmm. [era de
partir o coração...]
- Ahhh, faz ele ficar bravo agora.
- MMMMMMMM, MM,
MMMM.
Ninguém adivinhava, e não dava pra simplesmente pedir pro menino
dizer, afinal os outros animaizinhos as pessoas foram adivinhando.
-
Vamos lá, Tomás! Faz o bichinho com fome.
- Mmm, mm, mmmmm.
- Você
escolheu um bicho bem difícil mesmo, hein Tomás! Conta pra gente. Qual bicho
você escolheu?
- Minhoca.
"Ah se o jovem soubesse e o velho pudesse", Lupicínio
Rodrigues
- Vô, o senhor
se arrepende de ter envelhecido?
- Não, eu vivi tudo no melhor que eu podia.
- E não se arrepende de nada?
- Não me arrependo não. É claro que faria
muitas coisas de forma diferente. Fui aprendendo com as cagadas que fiz.
-
Ainda bem que me ensinaram desde cedo a utilizar o papel higiênico...
- É...
Nem todo mundo aprende.
"Só tenho medo daquilo que vejo”, esperando o
reconhecimento do dono...
Uma vez eu vi uma assombração. Era uma massa branca que parecia vestida
de médico [e médicos, na média, dão medo]. Uma luz fazia o branco brilhar.
Não vi sozinho. Minha irmã, uma prima e um casal de amigos também viu.
Estávamos na casa da minha nona [parece que este tipo de coisa sempre acontece
em lugares mais antigos... se você mora numa casa antiga basta procurar]. E esta
casa era tão antiga que possuía aquelas portas estreitas por onde mal passa uma
pessoa. Me mantive muito calmo. E velozmente sai do quarto junto com minha
prima. Emperramos na porta, mas eventualmente acabamos saindo quando minha irmã
e a Gal nos empurraram [não tão calmamente] pra fora do quarto.
Chegamos
todos correndo lá fora e começamos a contar o acontecido. E não é que o tal
fantasma apareceu ali fora! Mas nessa hora parece que a lucidez já estava de
volta e vimos que era uma das tias pregando uma peça.
O Ju continuou no
quarto. Ele era o mais novo de nós. Tinha uns cinco anos na época. Fez uma poça
de xixi e nunca mais entrou naquele quarto.
Hoje ele é grandão, forte e
joga em uma das seleções brasileiras [melhor não dizer qual]...
"O melhor governo é o que menos governa", ideário
democrata norte-americano
O diretor do filme “Requiém para um Sonho” sugeriu aos atores
principais desse filme evitar sexo e açucar durante um mês de modo a entender o
processo do viciado durante os momentos de abstinência.
É claro que
resolvi me testar da mesma maneira. Primeiro cortei os refrigerantes, depois as
gorduras, o café, a carne vermelha, balas [me disseram que era dos melhores
métodos pra evitar cáries], as pizzas [somente as de rúcula ou aliche] e também
o açucar [a menos que esteja em tortas, sorvetes ou iogurtes, bem... entre
outros].
Cortei o sexo também, a menos que seja com uma pessoa legal,
com um sentimento bom e mútuo rolando.
É preciso um governo com muita
direção pra conseguir tudo que a gente pode [e quer].
"A maior doçura vem sempre acompanhada de algum
amargor”, Petronio no Satíricon
Lembra aqueles pirulitos DIPILIK? Com
aquele pacotinho com o pózinho [o que na verdade era toda a graça da coisa]. O
problema é que quando acabava o pózinho e a gente tirava o pirulito da boca
ficava aquele gosto estranho.
Hoje em dia os desenvolvedores de produto
chamam isso de “after taste”. Eles testam o sabor que fica na boca depois que a
gente come um produto. Por exemplo, adoçantes deixam um gosto terrível na boca,
pior que o do DIPILIK [escrevo em maiúsculas porque não faço idéia se é assim
que se escreve].
Deve ser por isso que foi retirado do mercado.
Lembra também nascimento e morte. Doçura e amargor. Não necessariamente
nessa ordem [nem necessariamente separados].
"Todos são uma mistura do que deveriam ser com o que
efetivamente são”, Jacob Gonik
Comecei a aprender a andar na corda
bamba. Comecei esticando uma corda no chão mesmo e percorrendo sem tocar o pé no
chão. Não tem muita adrenalina e é até fácil de percorrer.
Depois
de um tempo pus a corda entre duas árvores a um metro do chão. Ainda sem
adrenalina, mas já dificulta o percurso [ou seja, eu caio algumas vezes].
Depois a coisa quase virou profissional. Estendi a corda sobre duas
hastes de uma piscina e voltei a praticar. O sol atrapalha um pouco, pois [junto
com a piscina] acaba recompensando melhor quando você não consegue atingir o
outro lado.
Pra conseguir andar na corda sem cair precisa concentração e
equilíbrio. [Como na vida.]
P.S. O Aurélio deu um nome pra andar na
corda bamba: funambulismo.
"Só se pode viver dentro de si mesmo e depender de si mesmo, sempre de mala feita e pronto pra recomeçar”, Henry David Thoreau
Minha casa é cheia de formigas. Depois de viver aqui por um tempo precisei desfazer o tratado de não-violência com elas. Ainda que não cheguem a ser o Bin Laden dos meus Estados Unidos [o Bin Laden são os pernilongos], elas estão tentando invadir as placas do meu computador.
Bom a primeira missão foi determinar onde é que estava o formigueiro. Descobri que haviam três. Escolhi um e enquanto regava o jardim criei uma tsunami em cima do formigueiro. Fiquei um pouco culpado, afinal considerando o tamanho das formigas e o tamanho do formigueiro, era como se estivesse destruindo uma grande civilização [quem sabe as grandes descobertas que elas poderiam ainda fazer].
Daí me lembrei do meu computador e achei que já tinham feito descobertas suficientes.
Observei as formigas surfando pra fora da minha casa e não demorou uma semana sem fiscalização pro formigueiro estar em pé de novo.
Me ensinou duas lições:
1. A tormenta passa.
2. Precisarei usar um método de destruição melhor da próxima vez. [Ai, Ai. Até me sinto parte da humanidade].

"Perfeição é a morte. É a morte física. O fim.”, Jimi Hendrix
Romeu e Julieta é uma das melhores peças de todos os tempos. O cara [Shakespeare] conseguiu criar uma intriga que hoje é até um clichê com a estória dos dois jovens que se apaixonam e tem que lutar pra ficar junto.
Olha só:
Eles namoram escondido [quer coisa mais divertida do que uma agenda secreta? Um toque ou olhar que só você sabe o que significa?]
Eles consumam o amor [sem essa bobagem de se apaixonar por uma ilusão internética.]
E eles morrem juntos. Quase ao mesmo tempo. [Como o casal italiano de Forli que morreu ontem.]
O cara sabia muito mesmo. Criou a estória de amor perfeita.
Será que o Jimi pensava nisso enquanto se consumia pra se tornar um mito?